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Efeitos da pandemia no mercado de robôs

As expectativas já eram animadoras no início do ano (janeiro 2020). Pipocavam por toda parte notícias sobre as boas perspectivas para esse mercado. Inclusive com alertas para a falta de mão de obra qualificada no contrapé das probabilidades de crescimento vertiginoso e virtuoso do setor (algo superior a 20%). A chegada do novo coronavírus, no entanto, poderia trazer algum revés, mas ao que tudo indica isso não só não se confirma como também poderá melhorar ainda mais as oportunidades do segmento. A pandemia ao que parece está acelerando a automação e reduzindo um certo receio em torno das chamadas inteligências artificiais (artificial intelligence – A.I., em inglês).

Em matéria estampada em uma de suas edições recentes, o  The New York Times conta que nos Estados Unidos a pandemia está justamente provocando a aceleração da automação. E, num primeiro momento, o objetivo não seria mais cortar custos trabalhistas ou ganhar eficiência, mas sim a redução do contato entre as pessoas, numa tentativa urgente de evitar – ou pelo menos minimizar – a disseminação do novo coronavírus causador da doença Covid-19 que tem provocado tantas mortes mundo afora. No Brasil, em certa medida, o setor vinha apresentando aumento (em níveis lentos é bem verdade), de crescimento no setor. Isso, até a chegada do coronavírus.

A pandemia, no entanto, acaba provocando o surgimento de novos cenários e, no Estados Unidos, pelo menos, segundo dados divulgados pela imprensa nacional, começa uma certa aceleração do setor. E, de acordo com os especialistas, as medidas restritivas, ou seja, o isolamento social, imposto pelas autoridades de saúde, para evitar a disseminação do contágio do novo coronavírus, devem permanecer mesmo após o fim do período de quarentena e que por conta disso, a implantação do uso de robôs deverá continuar acelerada. Isso por uma necessidade do mercado, tendo em vista a tendência de mudanças permanentes previstas.

Um dos setores largamente impactados com o distanciamento social é o da indústria da reciclagem. Diversas cidades brasileiras se viram obrigadas a interromper o serviço de coleta seletiva. Mas nos Estados Unidos, empresas do setor, optaram por colocar robôs para realizar o serviço. A AMP Robotics, fabricante americana de robôs para o serviço de separação do lixo reciclável, confirmou um aumento no número de pedidos de novas máquinas que usam inteligência artificial. E, para especialistas, essa tendência observada lá, deverá se estender para outros países também afetados pela pandemia.

 

 

Rosamar Silva

Rosamar Silva

Jornalista 7159

Graduada em Comunicação Social -Habilitação Jornalismo- Universidade Católica de Pelotas (UCPel), com experiência multidisciplinar adquirida em empresas de serviços nas áreas de comunicação, saúde, energia e órgãos públicos, nos quais atuou como redatora, chefe de redação, editora, administradora e assessora de imprensa, incluindo cobertura fotográfica de eventos e elaboração de cerimoniais de acordo com as normas protocolares, elaboração de conteúdo para páginas na Internet e mídias sociais.